Lisboa: Tribuna · 2009

A artilharia na Guerra Peninsular

Resumo

A artilharia de campanha, em Portugal, só a partir da Guerra Peninsular passou a ter uma "existência regular e duradoura no nosso país", usufruindo das lições aprendidas nos diferentes teatros de operações em que participou. Quando da reorganização do exército por D. Miguel Forjaz e Beresford em 1808/9, a Artilharia foi dos corpos que menos precisou de melhoramentos e reorganizações, sendo mesmo a única arma que conservou o seu comandante. O papel da artilharia foi crescente, desde a Roliça ao Buçaco e a outras intervenções em Espanha e França, onde as unidades de artilharia e os artilheiros portugueses foram alvo de inúmeros encómios. A Artilharia funcionou também ao nível da dissuasão, como nas Linhas de Torres. Neste livro, destacou-se especialmente a sua participação na Roliça, no Vimeiro, em Amarante, no Porto, no Buçaco, nas Linhas de Torres Vedras, em Fuentes de Oñoro e em Badajoz, onde se pôde confirmar a eficiência da artilharia aliada relativamente à dos franceses, mas também o "crescimento" do papel da artilharia e a participação eficaz dos artilheiros. Apesar dos condicionalismos da geografia e do clima da Península, a Artilharia dos aliados atuou particularmente bem ao nível da campanha (superiorizando-se com frequência aos franceses), mas de um modo muito especial ao nível dos cercos e sítios de fortalezas estratégicas (como Almeida e Badajoz), operações com menos peso noutros teatros de operações. Fonte: Wook

ISBN/ISSN

978-989-8219-12-1

Autor(es)
João Vieira Borges | introdução de José Luís Pinto Ramalho 

Localização
BM SMA | 94(469)BOR (SMA) - 20100465