11 de maio 2015

Sobral M. Agraço no caminho de Massena

No passado dia 9 de maio teve lugar, no Auditório Municipal de Sobral de Monte Agraço, a apresentação do 2.º número dos Cadernos da Guerra Peninsular, com o título Sobral de Monte Agraço no caminho de Massena em 1810. Última tentativa de Napoleão para conquistar Portugal da autoria do Coronel de Engenharia José Paulo Berger.

 Os Cadernos da Guerra Peninsular são uma linha editorial criada pelo CILT: Centro de Interpretação das Linhas de Torres de Sobral de Monte Agraço, em 2014, com o objetivo de divulgar estudos e investigações relacionados com a temática da Guerra Peninsular, das Invasões Franceses e, muito particularmente, das Linhas de Torres.

Neste segundo número são revelados e analisados os vários aspetos militares que fizeram das Linhas de Defesa de Lisboa e dos combates do Sobral o ponto de viragem na ambição expansionista francesa. Depois da impossibilidade de vencer no Sobral e da incapacidade de ultrapassar as Linhas, os exércitos de Napoleão nunca mais voltaram a ter a iniciativa na luta Peninsular.

A sessão de lançamento da publicação foi aberta pelo presidente da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, Engenheiro José Alberto Quintino. De seguida, o Tenente General José Maia de Mascarenhas apresentou o autor e a sua obra. Por fim, o autor partilhou com o público o seu entendimento sobre este período e a investigação que tem produzido ao longo dos anos.

As cerca de 80 pessoas que estiveram presentes na iniciativa ouviram falar do cariz militar absolutamente extraordinário das Linhas de Torres e da estratégia que esteve subjacente à sua construção. Durante muito tempo, a ausência de uma grande batalha parece ter levado a que muitos investigadores e especialistas descurassem a análise do efeito absolutamente dissuasor que as Linhas a norte de Lisboa exerceram sobre o inimigo, suficiente para que não ousasse empreender um ataque conta elas.

Nesta publicação, é absolutamente claro que, se nas palavras de Charles Oman "O ponto alto da conquista francesa na Europa foi atingido no cimo do Monte do Sobral, no chuvoso e tormentoso 14 de outubro de 1810"; a ideia de que a chegada das tropas de Massena a Lisboa podia ser feita pelo Sobral desvaneceu-se graças à resistência das forças avançadas que aí combateram. O insucesso mostrou ao comando francês a evidência de outro facto incontornável: tinham à sua frente duas linhas de serras largamente fortificadas onde o aguardava um exército superior e bem apetrechado. A vila de Sobral foi perdida para o inimigo e o exército anglo-luso recuou. Porém, depois dos combates de Sobral, Dois Portos e Seramena, Massena e o seu Estado-maior começaram a compreender as ramificações da estratégia de Wellington.

Este número está disponivel, tal como o anterior, "Forte do Alqueidão. Arqueologia e História. Da Idade do Ferro às Invasões Napoleónicas", no Centro de Interpretação das Linhas de Torres.

 http://www.cilt.pt/pt/visitar 

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